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ANO EUROPEU DO DEFICIENTE

Este é(foi 2004) o “Ano Europeu do Deficiente”. Esperemos que não seja só um título pomposo, mas que represente uma verdadeira vontade de mudar, barreiras físicas e psicológicas. A esposa de um amigo nosso tem uma deficiência física, e sabem lá as histórias insólitas que ele conta. A última foi a compra de um carro, com uma declaração do médico na mão, andou a senhora de ministério em ministério, entregando fotocópias autenticadas do mesmo, ou seja teve de ir ao ministério-notário-ministério-ministério-ministério, para tratar de uma qualquer isenção, e para conseguir o dístico para o carro de deficiente lá teve de voltar à burocracia, papéis, autenticações, euros, euros e mais euros. E para ir à Repartição de Finanças da área de residência deles, que fica no segundo andar e cujo único acesso é por escadas, assim como ela qualquer outro deficiente de Queijas tem de pedir a um amigo que trate dos seus assuntos. E o caso das botas ortopédicas que só tem comparticipação de um par por ano? ...

NITTY GRITTYTM

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NITTY GRITTYTM É a última moda na lavagem de discos! não pensem que estamos a falar de pratos... mas sim dos velhinhos discos de vinil. Já ninguém ouve..., pensarão, tentando mentalmente encontrar algum conhecido que fosse capaz disso! Enganam-se, há loucos do vinil e não são poucos. Este é um admirável mundo novo, confesso que nem quando ouvia discos me passou pela cabeça que além da conhecida almofadinha pudesse haver estes aparelhos. E eles são manuais, semi-manuais e totalmente automáticos, lavam, secam e puxam o brilho. Sei que estão curiosos mas mais pormenores só quando ela chegar...

MÃOS DADAS

Ao deixar hoje os meus filhos no colégio novo, apercebi-me de uma grande vantagem de ter irmãos. Por mais difícil que seja ficar sem os pais numa escola nova, lá ficaram os dois “abandonados” no recreio de mão dada. Aquelas mãozinhas dadas são uma ligação para toda a vida. Ter um irmão, claro que em situações sociais normais, é ter alguém que me conhece desde sempre, que viveu a mesma infância, jogou à apanhada, à bola, andou de bicicleta, fez castelos de areia, que escondeu os segredos da adolescência que me ajudou nos trabalhos de casa, ou seja que viveu os pais, os avôs, a casa, o cão, os amigos. Enfim alguém que partilhou... É o maior bem que deixo aos meus filhos, um irmão. Isto dito por alguém que aos 35 anos ainda sente a falta de um irmão.